Tuesday, August 5, 2008

... & eu nasci há 6 meses atrás ... &



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Monday, August 4, 2008

permaneci ass

da série: "... e depois ainda me perguntam por que eu saí do Brasil..."

... de ajudas domésticas e ser mãe

Outro dia mandei um email pra uma amiga querida que está de mudança para os EUA, oferecendo ajuda. Em resposta, ela dizia que se precisasse de qualquer coisa "doméstica" me falaria "sim!". Na hora me deu vontade de responder. "Como assim ajuda 'doméstica'? Foi nisso que me transformei?" Me contive. Deitei no colo do meu marido e chorei um pouco. Ele não percebeu. Eu não falei nada. Mas fiquei engasgada com essa história por alguns dias. 

Hoje, recebi um email da minha prima Vânia dizendo que se lembrou de mim ao ver esse texto (abaixo). Há pouco tempo eu teria considerado o mais piegas dos escritos. Não vejo mais assim. Me emocionou e traduziu um monte de sentimentos que fazem parte de mim, desse eu que mudou tanto e em tão pouco tempo que ainda se desconhece, reluta em aceitar que posso dar ajuda "doméstica" pra uma amiga. 

... mais uma vez meu filho me chama e, por mais que eu queira continuar escrevendo (porque eu gosto, me faz bem), muito melhor é ver o sorriso na cara dele quando eu parar isso aqui e dar atenção toda que ele quer. 

Ser Mãe

> Nós estamos sentadas almoçando quando minha filha casualmente menciona que ela e seu marido estão pensando em 'começar uma família'.

-'Nós estamos fazendo uma pesquisa', ela diz, meio de brincadeira.

> 'Você acha que eu deveria ter um bebê?'

- 'Vai mudar a sua vida' eu digo, cuidadosamente mantendo meu tom neutro.

> - 'Eu sei' ela diz, 'nada de dormir até tarde nos finais de semana, nada de férias espontâneas.. .'

> Mas não foi nada disso que eu quis dizer. Eu olho para a minha filha, tentando decidir o que dizer a ela. Eu quero que ela saiba o que ela nunca vai aprender no curso de casais grávidos. Eu quero lhe dizer que as feridas físicas de dar à luz irão se curar, mas que tornar-se mãe deixará uma ferida emocional tão exposta que ela estará para sempre vulnerável.
> Eu penso em alertá-la que ela nunca mais vai ler um jornal sem se perguntar: 'E se tivesse sido o MEU filho?' Que cada acidente de avião, cada incêndio irá lhe assombrar. Que quando ela vir fotos de crianças morrendo de fome, ela se perguntará se algo poderia ser pior do que ver seu filho morrer.
> Olho para suas unhas com a manicure impecável, seu terno estiloso e penso que não importa o quão sofisticada ela seja, tornar-se mãe irá reduzí-la ao nível primitivo da ursa que protege seu filhote. Que um grito urgente de 'Mãe!' fará com que ela derrube um suflê na sua melhor louça sem hesitar nem por um instante.
> Eu sinto que deveria avisá-la que não importa quantos anos ela investiu em sua carreira, ela será arrancada dos trilhos profissionais pela maternidade.
> Ela pode conseguir uma escolinha, mas um belo dia ela entrará numa importante reunião de negócios e pensará no cheiro do seu bebê.
> Ela vai ter que usar cada milímetro de sua disciplina para evitar sair correndo para casa, apenas para ter certeza de que o seu bebê está bem.
> Eu quero que a minha filha saiba que decisões do dia a dia não mais serão rotina. Que a decisão de um menino de 5 anos de ir ao banheiro masculino ao invés do feminino no McDonald's se tornará um enorme dilema. Que ali mesmo, em meio às bandejas barulhentas e crianças gritando, questões de independência e gênero serão pensadas contra a possibilidade de que um molestador de crianças possa estar observando no banheiro.
> Não importa o quão assertiva ela seja no escritório, ela se questionará constantemente como mãe.
> Olhando para minha atraente filha, eu quero assegurá-la de que o peso da gravidez ela perderá eventualmente, mas que ela jamais se sentirá a mesma sobre si mesma. Que a vida dela, hoje tão importante, será de menor valor quando ela tiver um filho. Que ela a daria num segundo para salvar sua cria, mas que ela também começará a desejar por mais anos de vida -- não para realizar seus próprios sonhos, mas para ver seus filhos realizarem os deles.
> Eu quero que ela saiba que a cicatriz de uma cesárea ou estrias se tornarão medalhas de honra.
> O relacionamento de minha filha com seu marido irá mudar, mas não da forma como ela pensa. Eu queria que ela entendesse o quanto mais se pode amar um homem que tem cuidado ao passar pomadinhas num bebê ou que nunca hesita em brincar com seu filho. Eu acho que ela deveria saber que ela se apaixonará por ele novamente por razões que hoje ela acharia nada românticas.
> Eu gostaria que minha filha pudesse perceber a conexão que ela sentirá com as mulheres que através da história tentaram acabar com as guerras, o preconceito e com os motoristas bêbados.>
> Eu espero que ela possa entender porque eu posso pensar racionalmente sobre a maioria das coisas, mas que eu me torno temporariamente insana quando eu discuto a ameaça da guerra nuclear para o futuro de meus filhos.
> Eu quero descrever para minha filha a enorme emoção de ver seu filho aprender a andar de bicicleta. Eu quero mostrar a ela a gargalhada gostosa de um bebê que está tocando o pelo macio de um cachorro ou gato pela primeira vez. Eu quero que ela prove a alegria que é tão real que chega a doer.
> O olhar de estranheza da minha filha me faz perceber que tenho lágrimas nos olhos.
> - 'Você jamais se arrependerá', digo finalmente. Então estico minha mão sobre a mesa, aperto a mão da minha filha e faço uma prece silenciosa por ela, e por mim, e por todas as mulheres meramente mortais que encontraram em seu caminho este que é o mais maravilhoso dos chamados. Este presente abençoado de Deus... que é ser Mãe.'

>

Sunday, August 3, 2008

... em "Nome Próprio"

“sertão, sertão, sertão
estar diante do vasto, do que pode
ser gigante.
estar diante do que é fora sem ser
vácuo, void, vazio.
olhar para fora e reconhecer lugar
nenhum.
estar diante, estar de frente, estar
de fato.
ser, estar transitório.
ser estar contínuo.
ser tão. Como ser tão?
qual o limite de nossas
considerações?
como nos dar a medida dos
tamanhos que não cabem na
experiência do nosso corpo?
sertão interno que nos põe diante da
nossa pequenez.
doce canção de Marlene nos fazendo
supor um lugar que é home.
lugar de acolhimento, de nos trazer de volta, porto feliz.
lugar de lançamentos.”

(texto do personagem Camila, interpretado por Leandra Leal, no filme "Nome Próprio", Murilo Salles)

Acabei de assistir a uma série (sem som, pra não acordar o Max) de cenas do filme, no blog http://nomepropriofilme.blogspot.com e achei maravilhoso. Tô na maior inveja de quem pode ir já pro cinema. Além de tudo tem a Leandra Leal no papel principal. Pra mim, a atriz mais incrivelmente talentosa da geração dela. E linda! Que vocês estão esperando pra ir ver, hein? 

Thursday, July 31, 2008

ɐɔǝqɐɔ ɐʇuod ǝp

˙˙˙ɹǝzıp ǝʇ noʌ 'oxıɐq ɐɹd ɐɔǝqɐɔ ǝp opuɐxıǝp ǝɯ ɥɐʇ sǝsnoɥ dılɟ ǝp oıɔoƃǝu ǝssǝ - ınbɐ ɐsɐɔ ɐu opuɐɥlɐqɐɹʇ ɥɐʇ ɐpuıɐ ǝʇuǝƃ ɐ

camiseta de time

eu escrevi o texto das costas das camisetas em vermelho, embaixo de cada uma - pra ajudar na leitura. Quem conseguir, lê tambem o disclaimer embaixo de cada preço da camiseta, vale a pena. Camiseta do "timão" de 2007 até 2011. Clique na foto pra ver em tamanho maior.

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ontem, quarta-feira...




essa vida de estrela me cansa...

Ontem fomos ao Walmart, claro que o Max de óculos escuros estava e de óculos escuros ficou. Todo mundo que via me perguntava se ele não tirava, uns só passavam e diziam "oh! so cute". Foi mesmo o maior sucesso da loja ontem e eu, exibida que sou, adorando! Acho que ainda não comentei no blog, mas continuo na minha cruzada a procura de açafrão (em inglês, saffron) que eu adoro e não acho por aqui de jeito nenhum. Até achei um tal de "spanish saffron" que comprei e devolvi quando cheguei em casa e vi que o tal custou US$14... achei um absurdo. Quando fui devolver, até a funcionária olhou o preço e indignada falou, bem alto: "Fourten dollars?!?!?!!?!"... Muito caro pra um tiquinho de açafrão que vem num saquinho beeeem pequeninho também. É importado e raro por aqui. Enfim, vou continuar procurando mas se Camila, Juliana ou alguém que estiver vindo pra cá quiser me trazer, eu vou amar! Pedido feito, vou cuidar do meu filho que acabou de acordar.

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O Iluminado

 
 
 
 
O Mauro achou essa luzinha, como de árvore de Natal (são encapadas por uma mangueira), ligou na tomada e deu pro Max. Ele amou, ficou um tempão se divertindo, dando risada pra luz, olhando com a maior curiosidade e, é claro, colocando na boca que é onde tudo termina.

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Sunday, July 27, 2008

Lei Seca

 
 
 
Pois é... vai demorar pra eu desencanar dessa coisa do Max de óculos escuros. Falei com minha irmã agora pouco e prometi que colocaria mais fotos dele com os óculos. Essas fizemos hoje cedo. E ele continua firme, não tira de jeito nenhum.

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o video dos oculos escuros...

Saturday, July 26, 2008

Quem não tem colírio...

Foi muito engraçado. Estávamos dando uma volta pela Target quando vimos os óculos de sol. Já tínhamos lido que bebês podem usar, na verdade, é até recomendado. Resolvemos tentar. E não é que ele adorou? Ficou o tempo todo com ele, sem querer tirar. Nem a mãozinha no rosto ele colocou. É um sucesso esse nosso filho.
Ah! Mais pra frente tem o vídeo. Imperdível!

 
Malandro, eu?
 
E aí? Vai encarar?
 
Pé na tábua motorista

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Friday, July 25, 2008

Fotos de ontem


tia Pri, essa é pra você... a tal risadinha que você disse gostar tanto!

dia a dia aumenta o tempo que ele consegue ficar sentadinho


olha só como ele já tá bem cabeludinho de novo...

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duas velhinhas na igreja de santo antonio...

— Sabe por que as moças hoje em dia não querem mais casar?
— ...?
— Por que elas, por causa de uma perna de lingüiça, têm que levar o porco inteiro.
(conversa real, ouvida na igreja)

Monday, July 21, 2008

sem palavras

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Sunday, July 20, 2008


"ah, pai, olha que eu vou te dar um socão, hein!!"

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domingão é dia de:

 
uma bagunça
 
um mimo
 
uma mordida
 
... e uma coçada no saco...

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Friday, July 18, 2008

Max e o patinho

 
descobrindo o patinho
 
beijando o patinho
 
hipnotizando o patinho
 
comendo o patinho

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Hi Tech

 
Laptop ao lado dos temperos e do fogão. Prático

 
À esquerda, a mais nova aquisição da cozinha, o gaveteiro.

É, a gente tá metido mesmo. Tem um computador na cozinha que facilita nossa vida na hora dos preparos culinários. Na verdade, o laptop já era parte da cozinha fazia umas semanas, o Mauro é que resolveu tirar da bancada e fazer um lugar especial pra ele. Ficou ótimo. O computador também faz a trilha sonora da hora do banho do Max. Ele adora cantar no chuveiro! :)
Na segunda foto, detalhe do gaveteiro novo.

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Wednesday, July 16, 2008

 
não parece aqueles velhinhos barrigudos? :)

 
malaaaaaaaaaaaaaaaaaandro!

 
me dá essa câmera aqui?

 
eh paisano

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